quinta-feira, 16 de julho de 2009

PRA QUE PAGAMOS?

Acostumei-me a dar informações as pessoas que passam pela Banca, são pessoas de todos os tipos e níveis, procurando as coisas mais disparatadas possiveis ou até impossíveis, mas tenho usado o velho Google e conseguido resolver 99% das solicitações (este percentual é 99% confiável).
Outro dia mesmo veio um senhor perguntar sobre um hotel (ele estava no hotel e não lembrava nem nome nem endereço) e sua única referência era que o hotel ficava em frente a uma praça. Pedi ao Santo Google as indicações de hotéis e apenas um ficava em frente a uma praça... nem sei se é o certo, mas o homem seguiu satisfeito.
Outro dia um senhor procurava um lugar a km daqui, fiz o mapa no Google Maps e ele ficou tão feliz que fez questão de pagar a informação, cobrei apenas o preço da impressão, embora não costume cobrar por este tipo de trabalho, creio que atender as pessoas é o mais importante.
Mas hoje fiquei um pouco indignado ao atender duas senhoras já de meia idade, elas tinham um documento do Sétimo Oficio, com indicação de pagamento de um imposto chamado ITCD e lembravam que teriam que ir num local chamado Exatoria, para calcular/efetuar o pagamento.
Ela já tinha ido na Prefeitura e no Forum e em nenhum destes locais informaram a ela o local correto e ela acabou vindo perguntar na banca.
Chequei no Santo Google e vi que o local seria a Secretaria da Fazenda, mas qual delas? Tem um monte espalhadas pela cidade...
Fui para o site do governo e nada... aquilo só tem propaganda.
Apelei para o telefone, e comecei a ligar, para não acharem que estou mentindo vou deixar os números: 3318-3200; 3316-7500; 3316-7520; 3316-7510; 3316-7517 e 3389-7805.
Em cada um destes números me passavam para pelo menos 2 ou 3 pessoas e no final só o que eu conseguia era outro número, onde se repetia a rotina.
Em nenhum dos locais uma alma santa era capaz de me passar um simples endereço, mesmo eu esclarecendo exatamente o que desejava. A melhor das tentativas foi de uma pessoa que disse para seguir pela 13 até o cruzamento com a João Rosa Pires, sendo que este cruzamento é impossível, segundo o mapa.
Na verdade a pessoa chegou "perto", pois a rua certa é a João Pedro de Souza (João, José, tudo igual né?) número 966. Liguei pra lá e quem atendeu queria me dar outro telefone, quando tudo que eu desejava saber é se lá era a Exatoria, onde se calculava o tal ITCD.
Ufa!
Ah... a alma santa que resolveu o impasse foi uma solícita atendente do 7 Oficio, que deu a informação precisa e exata sobre onde ir e o endereço. Faço um elogio a moça, mas sugiro ao cartório que ao indicar um pagamento entregue a pessoa um papel com o endereço do lugar, não custa nada e evitaria toda essa trabalheira.
De qualquer forma, mais uma pessoa parou aqui na Banca do Rádio e teve uma solução para seu problema, fico pensando se a fiscalização não vai 'implicar" por eu estar fazendo algo mais do que vender jornais e revistas pois na última visita de um destes "solícitos e preocupados" funcionários públicos tive que ouvir a pérola abaixo:
- Banca é pra vender jornal e revista.
A frase foi dita na visita de um solícito fiscal que ficou aparentemente indignado porque na Banca do Rádio se faz Xerox, há serviços diversos de Internet, paga-se contas, vende-se recargas de celular e o que mais puder ser feito e estiver dentro da lei, inclusive ajudar as pessoas, que estes mesmos funcionários "públicos" tratam como se não fossem quem lhes paga o salário.
Quanto a frase, creio que seu autor ainda vive no passado ou não percebeu que uma banca é para atender as necessidades de seus clientes a não ser que exista legislação específica determinando o contrário.

Nenhum comentário:

Postar um comentário